Promoção vira dor de cabeça: jornalista alagoano compra PS5 e recebe saco de cuscuz
Compra feita durante a campanha promocional terminou em ação judicial após registro de entrega irregular e falta de suporte efetivo
O jornalista alagoano Jonnathan Firmino relatou ter passado por uma experiência frustrante ao tentar aproveitar uma oferta de grande repercussão na internet. Durante a promoção online conhecida como 11x11, ele adquiriu um PlayStation 5 com preço reduzido e promessa de cashback, mas acabou recebendo um produto completamente diferente do anunciado.
Segundo o relato, a compra foi realizada por meio de um site de promoções que ele acompanha com frequência, envolvendo uma empresa de grande porte e reconhecida no mercado, com a intermediação da plataforma AliExpress. O envio do produto ocorreu em 18 de novembro, dentro do prazo considerado normal diante do alto volume de vendas do período promocional. A previsão inicial era de entrega até 3 de dezembro, com possibilidade de antecipação.
No entanto, o acompanhamento do pedido passou a gerar estranhamento. No dia 26 de novembro, o sistema indicou que a encomenda estava “em rota de entrega” e, já no dia seguinte, o status foi atualizado para “entregue”, com registro às 23h40, horário considerado incomum para operações de transportadoras. Como mora sozinho, Jonnathan havia optado por indicar o endereço de um amigo para receber o pacote.
Ao constatar que o produto não havia sido entregue, o jornalista tentou contato direto com a loja responsável, mas foi orientado a resolver a situação exclusivamente por meio do AliExpress. Mesmo após buscar atendimento pela plataforma, além de registrar reclamações no Reclame Aqui e no consumidor.gov, ele afirma ter recebido apenas respostas padronizadas, sem solução prática para o problema.
Diante da falta de retorno efetivo, Jonnathan decidiu, no início de dezembro, ingressar com uma ação no Juizado Especial. Somente no dia 5 de janeiro, mais de um mês após o registro de entrega, o pacote finalmente chegou. Por precaução, ele gravou todo o processo de abertura da encomenda.
A surpresa veio no conteúdo: em vez do console de última geração, o pacote continha um saco de cuscuz.
“Depois de tudo o que aconteceu, fui precavido para não enfrentar outro problema. Nunca imaginei que teria um saco de cuscuz lá dentro, mas já esperava que pudesse ser algo violado ou reembalado”, relatou o jornalista em suas redes sociais.
O caso reacende o debate sobre segurança em compras online, especialmente em grandes campanhas promocionais, e levanta questionamentos sobre a eficiência dos canais de atendimento e a responsabilidade das plataformas de intermediação diante de situações semelhantes.
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