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Renan Calheiros diz que não vai participar da CPMI do INSS

Senador alagoano disse ainda que não solicitou sua entrada na comissão

21/08/2025 17h05
Renan Calheiros diz que não vai participar da CPMI do INSS

Renan Calheiros (MDB) não fará parte dos trabalhos da CPMI do INSS. Escalado pelo governo pela experiência no congresso e por integrar a ‘tropa de choque’ de Lula no senado, o parlamentar disse a O Globo que não vai integrar a comissão.

Calheiros foi além - disse que foi colocado “à revelia” entre os titulares da CPMI, e que não costuma fazer parte de comissões de inquérito, com exceção da CPI da Covid, em 2021.

O alagoano já não participou da primeira sessão da comissão - a mesma que impingiu uma derrota ao governo, elegendo o oposicionista Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência. Por lá esteve seu suplente, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Na terça (19), um ato do governo já havia irritado o senador: a ausência de um personagem de alto escalão da área econômica em uma sessão da Comissão de Assuntos Econômicos, presidida por ele, para tratar do novo decreto do IOF.

Nos bastidores, analistas avaliam que Renan não gostaria de se expor ao embate com o bolsonarismo numa arena aberta, ainda mais sem a mediação de governistas na presidência, como a CPMI. Isso teria um risco, justamente próximo à eleição de 2026.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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