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Alfredo Gaspar nega convite para reunião com Bolsonaro

Deputado afirmou que não vai a encontro com ex-presidente para preservar a imparcialidade no caso

26/08/2025 17h05 - Atualizado em 26/08/2025 17h05
Alfredo Gaspar nega convite para reunião com Bolsonaro

Escolhido como relator da CPMI do INSS na semana passada, o deputado alagoano Alfredo Gaspar (União) disse na primeira sessão da comissão, realizada na manhã desta terça (26), que não vai mais se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.

Embora tenha confirmado a reunião com o ex-presidente na semana passada, e que se sentiu “honrado” com o convite, o deputado resolveu cancelar o encontro num esforço para mostrar imparcialidade na função de relator da CPMI, e assim conseguir emplacar seu plano de trabalho.

“O presidente Jair Bolsonaro perguntou por meio do advogado se permitiria que eu fizesse uma visita a ele, que ele gostaria de me convidar para uma visita. Eu disse que iria com muita honra, e assim foi feito o pedido. Depois, fui escolhido como membro e depois como relator da CPMI. Quero dizer que estou declinando desse convite para manter a imparcialidade dos trabalhos, mas que me senti honrado com ele”, disse.

No mesmo sentido, Gaspar afirmou que embora tenha suas preferências políticas, irá a fundo nas investigações para encontrar os culpados pelos desvios nas aposentadorias, mesmo que isso custe o envolvimento de aliados.

O encontro com o ex-presidente foi solicitado pelo próprio Bolsonaro, que pediu autorização ao STF para que a visita ocorresse.

Na primeira sessão após o início dos trabalhos, a CPMI aprovou a convocação de 32 pessoas, entre dirigentes de associações sindicais e servidores do INSS. Um dos principais suspeitos, o “Careca do INSS”, também foi convocado.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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