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Mesmo pressionado a deixar governo, Arthur Lira indica mais um diretor da Caixa

Vice-presidente de Governo da estatal foi indicado por Hugo Motta com aval do alagoano

02/09/2025 17h05 - Atualizado em 02/09/2025 17h05
Mesmo pressionado a deixar governo, Arthur Lira indica mais um diretor da Caixa

Após um ano e meio vago, o cargo de vice-presidente de governo da Caixa foi nomeado no último dia 19, após um acordo entre o atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB) e Arthur Lira, que é considerado o ‘dono’ das indicações no banco estatal.

O cargo é considerado importante na hierarquia do banco, já que vários ex-presidentes foram indicados ao cargo máximo a partir da vice-presidência de Governo.

O ato de Lira, avalizando a indicação dada por Hugo Motta, é prova de que o deputado alagoano ainda goza de prestígio junto ao governo Lula, mesmo com a iminente saída do seu partido, o PP, da base de apoio do presidente na Câmara.

Além de quase todas as vice-presidências e o comando central da Caixa, o PP tem também o ministério do esporte, ocupado pelo deputado licenciado André Fufuca (MA). O presidente do partido, Ciro Nogueira (PI), exige que os titulares entreguem os cargos ou saiam da sigla.

A regra, no entanto, não deve se aplicar a Lira, que internamente tem tamanho maior do que Ciro Nogueira. O alagoano tem uma complexa rede de apoio no seu partido e em outros do centrão, que lhe conferem um poder independente da sigla partidária - o que deve fazer com que ele permaneça dialogando com Lula.

Além das indicações políticas, Lira também é relator do projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda, a principal bandeira de luta do governo neste segundo semestre.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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