Politicando
Anistia aos condenados pelo 8 de janeiro divide bancada alagoana em Brasília
Placar da anistia entre alagoanos é de 3 favoráveis, 3 contrários e 3 que ainda não decidiram
Enquanto o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avança no STF, ganha corpo no Congresso a proposta de anistia aos condenados pelos atos do dia 8 de janeiro de 2023 - projeto que, a depender do modelo, pode abarcar inclusive o ex-presidente e os réus da ação penal da trama golpista, que corre no STF.
Na bancada alagoana, a situação do apoio à medidas que mudem as condenações dadas pelo STF dividem a bancada. Dos nove deputados alagoanos, três já deram declarações públicas de apoio à anistia: Marx Beltrão (PP), Fábio Costa (PP) e Alfredo Gaspar (União).
Outros três parlamentares já se manifestaram em outros momentos contrários à proposta: Rafael Brito (MDB), Paulão (PT), Daniel Barbosa (PP). Já os outros três deputados restantes ainda não manifestaram um posicionamento claro sobre a ideia: Arthur Lira (PP), Luciano Amaral (PSD) e Isnaldo Bulhões (MDB).
Há alguns meses, Bulhões chegou a declarar, como líder do MDB, que não havia clima na Câmara para a votação da anistia - no entanto, o deputado não falou nada sobre o que acha do tema.
Segundo informações de Brasília, já haveria número suficiente de deputados para aprovação do projeto de lei, e sua tramitação pode ser iniciada assim que se encerrar o julgamento de Bolsonaro no STF. Presidente da Casa, Hugo Motta (Rep-PB) tem dito que não conseguirá segurar a pauta se ela ganhar corpo.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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