Politicando
Três obras que elevarão patamar de Renan Filho a imbatível em AL em 2026
BR-101, VLT e ponte Penedo-Neópolis são ponto crucial no favoritismo do ministro como candidato ao governo
Embora não haja nenhum adversário no horizonte que consiga ameaçar o favoritismo de Renan Filho no caminho de volta ao governo do estado em 2026, três obras estruturantes, que ele corre para deixar prontas até sair da gestão Lula, podem alçar o seu status a imbatível, caso consiga cumprir as entregas.
Claro, este texto repercute a possibilidade que se coloca a partir do ‘acordo de Brasília’: com JHC (PL) não se candidatando ao governo do estado, e deixando o caminho livre para que o ministro seja o único nome de verdade na disputa.
A primeira: a duplicação completa da BR-101 em Alagoas. Rodovia mais importante do estado, começou a ser duplicada (pasmem) em 2008, passando inclusive pela gestão de um ministro alagoano (Maurício Quintella). Restam ainda trechos entre São Sebastião e São Miguel dos Campos.
Já na segunda maior cidade do estado, o desafio é entregar ao menos algumas etapas do VLT de Arapiraca. A obra já foi prometida por vários gestores e chegou a virar chacota, mas ganha veracidade com o início dos trabalhos nos canteiros.
Outra obra muito sonhada por empresários e população do baixo São Francisco é a ponte Penedo-Neópolis - equipamento prometido por vários governantes nos últimos 50 anos, é cara e depende de muito empenho de Renan para ser concluída ainda antes de abril do ano que vem.
Se encaminhar os três itens ainda antes de deixar o ministério, a candidatura de Renan ganha outro patamar no estado - o que pode impulsionar inclusive nomes que circundam ao redor de sua candidatura, como Renan Calheiros ao senado e os federais do MDB.
No entanto, é necessário ter cuidado com o ‘outro gume’ da faca: fazer muita fumaça e deixar as obras pela metade pode impactar negativamente na avaliação do ministro - e ao mesmo tempo, dos seus companheiros de chapa.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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