Politicando
Lula libera 36 milhões em emendas para deputados alagoanos da base e oposição
Presidência da República encaminhou pagamentos de emendas na modalidade pix, que tem maior rapidez e menos burocracia
Dos cerca de 2,2 bilhões das ‘emendas pix’ que foram liberadas pelo governo Lula para parlamentares de todos os estados, 36,3 milhões tiveram como destino os parlamentares alagoanos, mais precisamente sete deputados federais e dois senadores, da base de Lula e também de oposição.
O campeão dos repasses desta rodada de emendas em Alagoas é o emedebista Rafael Brito (MDB), que irá repassar a municípios e entidades cerca de 6,8 milhões. Logo depois vem o líder do MDB, Isnaldo Bulhões (5,2 milhões) e o senador Fernando Farias (MDB), com 5 milhões em repasses.
Deputado de oposição, Fábio Costa (PP) também foi contemplado com emendas pix, no valor de 4,2 milhões. Na sequência, aparecem Daniel Barbosa (PP) e Luciano Amaral (PSD), com 3,9 milhões em emendas para cada um.
Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União) também foi contemplado por Lula com 2,77 milhões em repasses. Por fim, estão Marx Beltrão (PP) com 2,2 milhões e o senador Renan Calheiros, do MDB (2 milhões).
Os deputados Paulão (PT) e Arthur Lira (PP), além da senadora Eudócia Caldas (PL) não foram contemplados nessa rodada de pagamentos.
Nacionalmente, o pagamento de emendas é visto pelos analistas de política como uma tentativa do governo de amenizar a relação com o congresso, em meio à possibilidade de tramitação do projeto de anistia e a CPMI do INSS.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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