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Com indicação no atual governo, Marx Beltrão diz que “não quer saber de Lula nem de Bolsonaro”

Deputado atualmente é crítico do presidente, e pediu votos para Bolsonaro em 2022

08/09/2025 18h06
Com indicação no atual governo, Marx Beltrão diz que “não quer saber de Lula nem de Bolsonaro”

Em ato público realizado no último sábado, na cidade de Coruripe, o deputado federal Marx Beltrão (PP), afirmou estar “cansado” da polarização política que existe atualmente no país, criticando parlamentares que se identificam com o governo ou com a oposição.

Crítico de Lula em suas redes sociais, Beltrão chamou a atual gestão de “extrema esquerda”. “Eu não quero saber de Lula nem quero saber de Bolsonaro, eu quero trabalhar pelo meu país e pelo meu estado. Estou cansado dessa pauta de extrema direita e extrema esquerda, isso não leva o país a lugar nenhum”, afirmou.

Entretanto, apesar de crítico do atual governo não apenas neste episódio, mas em outros vídeos em suas redes sociais, Marx foi contemplado desde 2023 com um cargo federal em Alagoas. Jully Beltrão Lima Siqueira Vasconcelos, atual superintendente de Patrimônio da União em Alagoas (SPU), é irmã do deputado.

A função, inicialmente cedida ao deputado Arthur Lira, foi repassada a Marx como membro da bancada do PP, que indicou sua irmã. Recentemente, a sigla definiu que deixa o governo Lula, mas não há informação sobre a saída de Jully do cargo.

Beltrão também declarou-se bolsonarista em 2022, quando pediu votos para o ex-presidente na eleição, vencida por Lula.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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