Politicando
Senado ‘fura’ Câmara e aprova isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil
Proposta relatada pelo senador Renan Calheiros segue para a Câmara
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, na manhã desta quarta-feira (24), o projeto de lei 1952/19, relatado pelo senador alagoano Renan Calheiros (MDB), que isenta de Imposto de Renda quem recebe mensalmente até 5 mil reais.
Como tem caráter terminativo, o projeto não precisa mais tramitar no plenário do Senado, e segue direto para a Câmara dos Deputados. A proposta inclui ainda uma redução progressiva de imposto para quem recebe até 7.350 reais mensais, além de tributar rendas acima de 600 mil e reduzir as alíquotas da pessoa jurídica (IRPJ).
Politicamente, o documento pressiona o projeto de mesmo teor, que está na Câmara mas encontra-se parado desde julho, quando teve sua urgência aprovada em plenário. Ela é relatada pelo deputado Arthur Lira, que declarou recentemente que irá votar sua proposta em 1º de Outubro.
"Até o presente momento, a matéria aguarda decisão para ser pautada naquela Casa, gerando expectativas negativas quanto à tramitação deste tema, que é de grande relevância para a correção de injustiças tributárias com as pessoas de menor renda", disse o senador.
Segundo Calheiros, a demora na tramitação do projeto na Câmara pode inviabilizar a aplicação da medida em 2026, como pretende o governo Lula. O senador alagoano também incluiu na proposta um mecanismo de regularização tributária para quem ganha até 5 mil, que não existe na proposta de Lira.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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