Politicando
Ronaldo Lessa, sobre seu destino em 2026: “Só Deus e o Paulo Dantas é que sabem”
Vice-governador deixa claro que prioridade é assumir o governo em caso de renúncia de Dantas
Durante passagem por Arapiraca nesta quarta (8), o vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) disse que a decisão sobre disputar ou não as eleições de 2026 depende do destino político do governador Paulo Dantas (MDB), deixando claro que se o governador renunciar ao cargo, ele cumpre o restante do mandato.
Embora nutra o desejo de ser candidato ao Senado e receba pressão dentro do PDT para assumir uma candidatura à ALE, Lessa mantém como prioridade ser governador em caso de Dantas decidir candidatar-se - e consequentemente, renunciar ao cargo.
“Para disputar eu teria que me afastar em maio, mas eu só posso fazer isso se o governador ficar. Se ele ficar no governo eu fico livre, se ele sair do governo eu devo assumir no lugar dele pra completar os 9 meses, isso vai depender do Paulo. Se me perguntarem, você vai ser candidato a que? eu digo que Deus e o Paulo é que sabem”, afirmou.
O vice-governador também disse que gostaria de ver o atual ministro dos transportes Renan Filho (MDB) como o vice de Lula em 2026, e não como candidato ao governo de Alagoas novamente, como o próprio já anunciou.
“Agora, eu preferia que o Renan continuasse ministro ou fosse vice-presidente, era melhor para Alagoas, e aí o MDB encontraria outro nome. Mas [como candidato ao governo] ele é fortíssimo, não é fácil para qualquer um que tenha que enfrentá-lo”, afirmou em entrevista ao colega Rogério Nascimento, do portal GazetaNews.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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