Politicando
Renan afina discurso de esquerda e fala em existência de ‘castas privilegiadas’ no Brasil
Senador citou o termo ao falar sobre quem teria influenciado na derrubada da MP dos tributos
À medida em que se aproximam as eleições de 2026, Renan Calheiros vem impondo um discurso cada vez mais alinhado à Lula - em momentos que muitas vezes lembram o líder estudantil do PCdoB que o senador foi, pelo idos dos anos 70/80.
Nesta terça (14) na sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Calheiros invocou a velha guerra entre ricos e pobres, ao citar a existência de uma “casta privilegiada” que tenta ditar a agenda econômica do país.
“Há sem dúvida um inegável rebaixamento da agenda prioritária do país, que deveríamos expressar como prioritária em uma democracia representativa, geralmente em favor de castas privilegiadas, que são sempre minorias com complexo de maiorias”, disse.
O senador também aproveitou, mais uma vez, para criticar a Câmara dos Deputados, que aprovou a PEC da blindagem em setembro, e derrubou a tributação de grandes fortunas e bets, que ajudariam o governo a equilibrar as contas em 2026.
“Venho apontando como obrigação de um senador, o divorcio que existe entre alguns deputados, que acabaram por não patrocinar seguidamente os interesses da nação. Isso ocorreu por ocasião da chamada PEC da blindagem, que foi enterrada por unanimidade no senado, e mais recentemente contra a tributação de uma minoria que pouco ou nada paga de imposto de renda, os chamados bbbs (bilionários, bancos e bets)”, afirmou.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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