Politicando
Renan diz que projeto de isenção do IR que chegou ao Senado veio com rombo de 16,2 bilhões
Técnicos do senado encontraram inconsistências na proposta aprovada por unanimidade na Câmara
Técnicos ligados à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB), afirmaram esta semana que a proposta de isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais, aprovada na Câmara, projeta um déficit nas contas públicas de 16,2 bilhões até o ano de 2028.
Segundo os técnicos, o de´ficit ocorre a partir de um substitutivo ao projeto, incorporado ao texto pelo relator na Câmara, o deputado Arthur Lira, que adiciona às isenções para a atividade rural e a incidência da alíquota mínima só a partir dos resultados apurados em 2026.
A soma geral dos valores arrecadados com as medidas aprovadas no projeto somariam, segundo os técnicos, 72,2 bilhões de reais em três anos - enquanto a renúncia fiscal, incluindo as isenções para atividade rural e o adiamento da alíquota mínima somariam ao todo 88,4 bilhões - um saldo negativo de 16,2 bi.
Com esses números em mãos, Renan Calheiros articula para fatiar uma parte do projeto, que trata das renúncias fiscais, e apreciar apenas a parte que trata da isenção do imposto, o que permitiria ao governo sancionar a lei até 31 de dezembro, fazendo com que ela entre em vigor já em 2026.
Via assessoria, o deputado Arthur Lira rebateu a versão dos técnicos do senado, afirmando que “A divulgação de números sem a devida fundamentação e transparência apenas tumultua o processo de aprovação de um tema tão relevante e esperado pela população brasileira”.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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