Politicando
'Oposição não é abutre': Marcelo Victor reage e impõe tom de respeito na Assembleia
“É legítimo divergir e defender posições, mas é preciso respeitar quem pensa diferente. O confronto de ideias é o que fortalece a democracia”, acrescento
Um embate verbal marcou a sessão desta terça-feira (21) na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). O episódio começou quando o deputado Ronaldo Medeiros (PT) reagiu a críticas do oposicionista Cabo Bebeto (PL) sobre a saúde pública, usando uma expressão que gerou forte repercussão no plenário: “oposição abutre”.
A declaração provocou reação imediata do presidente da Casa, Marcelo Victor (MDB), que fez questão de intervir para conter os ânimos e restabelecer o tom de respeito no debate.
Com sua conhecida postura equilibrada, Marcelo foi direto: “A oposição não é abutre. Esse tipo de linguagem não pode ser usado aqui. A oposição tem papel fundamental e, em muitos momentos, foi essencial para aprovar matérias importantes para o Estado. Quem não aceita crítica, não pode ficar na política”, afirmou.
A fala do presidente foi recebida com atenção por governistas e oposicionistas, e devolveu o clima de civilidade ao plenário. Marcelo também ressaltou que o diálogo entre governo e oposição é essencial para manter o bom funcionamento da Casa e o desenvolvimento de Alagoas.
“É legítimo divergir e defender posições, mas é preciso respeitar quem pensa diferente. O confronto de ideias é o que fortalece a democracia”, acrescentou.
Ao final, Marcelo Victor determinou a exclusão do termo “abutre” das notas taquigráficas e da ata oficial da sessão, reforçando o compromisso da Mesa Diretora com o decoro parlamentar.
A intervenção do presidente foi vista nos bastidores como um gesto de autoridade institucional e equilíbrio político — características que consolidam Marcelo Victor como uma das principais lideranças do Legislativo alagoano.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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