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Gaspar responde Moraes e indica visita a Bolsonaro após CPMI

Deputado alagoano informou que só comparecerá na residência de Bolsonaro após os trabalhos da comissão

23/10/2025 17h05 - Atualizado em 23/10/2025 17h05
Gaspar responde Moraes e indica visita a Bolsonaro após CPMI

O deputado Alfredo Gaspar (União) enviou um ofício ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, onde afirma que não irá a visita que foi autorizada por ele ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em regime domiciliar em Brasília desde 4 de agosto deste ano.

O pedido para a visita foi feito pelos advogados do ex-presidente pela segunda vez - a primeira foi logo após a escolha do deputado alagoano como relator da CPMI do INSS. Ambas foram negadas por Alfredo.

No documento enviado ao STF, Gaspar afirma que “visando evitar qualquer questionamento ou ilação quanto à minha atuação na CPMI do INSS, informo que, concluídos os trabalhos da Comissão, solicitarei novamente, por intermédio do advogado de defesa do Senhor Jair Messias Bolsonaro, o agendamento da visita”.

Bolsonaro vem recebendo políticos desde que se iniciaram os trabalhos da CPMI. Além do deputado alagoano, desta vez Moraes autorizou também as visitas de Jorge Oliveira (ministro do TCU), do bispo Robson Rodovalho e do líder do PL no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que também é integrante da comissão.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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