Politicando
Após trocar PL pelo PP, JHC exonera pessoal ligado a Gunnar e Mesaque da prefeitura de Maceió
Longa lista de exonerações foi publicada em edição extra do DOM
Uma edição extraordinária do Diário Oficial de Maceió, já na noite desta segunda (27), trouxe a exoneração de 52 servidores municipais. Segundo informações, todos eles ligados ao deputado Mesaque Padilha (União) e ao líder evangélico Gunnar Nunes.
Gunnar filiou-se nesta segunda pela manhã ao PP - tendo sua ficha abonada por Arthur Lira. Ele será candidato a deputado federal nas eleições de 2026.
Semanas antes, Gunnar havia se filiado ao PL de JHC, e o prefeito contava com o líder evangélico para a montagem de sua chapa de federais pela sigla.
A exoneração dos nomes ligados a Gunnar e Mesaque foi interpretada, nos bastidores, como uma resposta de JHC ao movimento de Gunnar, trocando o seu partido pelo PP de Arthur Lira.
De quebra, a exoneração incendeia mais uma vez a relação entre Arthur e JHC, que parecia pacificada após a ruidosa saída do pessoal ligado a Lira da Secretaria de Educação de Maceió.
Segundo os bastidores de Brasília, JHC teria se comprometido em apoiar Arthur para o Senado, em troca da nomeação, pelo presidente Lula, da procuradora Marluce Caldas para o STJ, o que ocorreu em setembro deste ano.
No entanto, o acordo supostamente fechado com Lula não incluía a tirada de nomes ligados a JHC para o PP, o que teria despertado a fúria do prefeito.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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