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CPI do crime organizado será instalada no Senado; bancada alagoana fica de fora

Comissão foi autorizada pelo presidente Alcolumbre após operação com 119 mortes no RJ

31/10/2025 17h05 - Atualizado em 31/10/2025 17h05
CPI do crime organizado será instalada no Senado; bancada alagoana fica de fora

Autorizada no início desta semana pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a CPI do Crime Organizado deve ser instalada assim que todos os seus membros forem indicados por partidos e bancadas.

Composta por 18 membros, sendo 11 titulares e 7 suplentes, a comissão, no entanto, não deve ser composta pela bancada alagoana. Isto porque os partidos aos quais pertencem os senadores do estado já indicaram seus membros.

Além disso, nem Fernando Farias (MDB) nem Eudócia Caldas (PL) têm relação com a causa da segurança pública. E Renan Calheiros (MDB), além de disputar a reeleição em 2026, já avisou em outras oportunidades que não participa mais de comissões de inquérito.

Sete dos 11 titulares já foram indicados por suas legendas ou bancadas: Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sérgio Moro (União-PR), Magno Malta (PL-ES), Marcos do Val (Podemos-ES), Rogério Carvalho (PT-SE), Jacques Wagner (PT-BA) e Alessandro Vieira (MDB-SE).

Dentre os suplentes, dois já foram indicados: Fabiano Contarato (PT-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE). Apesar de suplente, uma articulação pode levar Contarato à condição de titular e presidente da comissão. Já para a relatoria, o mais cotado é Alessandro Vieira.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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