Politicando

Politicando

Politicando

PP e União Brasil estudam fim da federação entre siglas; chapa de Lira em AL pode ser prejudicada

Mesmo antes de sair do papel, união entre os dois partidos pode ser cancelada

31/10/2025 17h05 - Atualizado em 31/10/2025 17h05
PP e União Brasil estudam fim da federação entre siglas; chapa de Lira em AL pode ser prejudicada

Correndo sérios riscos de sofrer com uma debandada de deputados durante a janela partidária, a federação do União Brasil com o Progressistas pode ser desfeita antes mesmo de ser oficializada pelo TSE.

Nos bastidores, a informação é que existem muitas divergências regionais difíceis de serem resolvidas, inviabilizando até mesmo a reeleição de alguns deputados das duas siglas.

Segundo a imprensa de Brasília, só esta semana dois deputados federais do Paraná deixaram PP e União Brasil pelo Republicanos e Podemos, intensificando as conversas pelo fim da federação entre os partidos.

Em Alagoas, o fim da federação União Progressista pode ser mais um duro golpe no grupo de sustentação de Arthur Lira ao Senado. Isto porque para candidatar-se ao cargo, Lira teria que tirar do caminho o deputado Alfredo Gaspar, que é do União Brasil e disputaria a reeleição em uma chapa já formada do PP.

Sem a federação, Gaspar (e sua votação) deixariam a chapa progressista, fazendo com que a possibilidade de eleger mais nomes diminuísse; além disso, Lira não teria mais o principal argumento para convencer Alfredo a não ir para o Senado: uma chapa pronta.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos