Politicando
PP e União Brasil estudam fim da federação entre siglas; chapa de Lira em AL pode ser prejudicada
Mesmo antes de sair do papel, união entre os dois partidos pode ser cancelada
Correndo sérios riscos de sofrer com uma debandada de deputados durante a janela partidária, a federação do União Brasil com o Progressistas pode ser desfeita antes mesmo de ser oficializada pelo TSE.
Nos bastidores, a informação é que existem muitas divergências regionais difíceis de serem resolvidas, inviabilizando até mesmo a reeleição de alguns deputados das duas siglas.
Segundo a imprensa de Brasília, só esta semana dois deputados federais do Paraná deixaram PP e União Brasil pelo Republicanos e Podemos, intensificando as conversas pelo fim da federação entre os partidos.
Em Alagoas, o fim da federação União Progressista pode ser mais um duro golpe no grupo de sustentação de Arthur Lira ao Senado. Isto porque para candidatar-se ao cargo, Lira teria que tirar do caminho o deputado Alfredo Gaspar, que é do União Brasil e disputaria a reeleição em uma chapa já formada do PP.
Sem a federação, Gaspar (e sua votação) deixariam a chapa progressista, fazendo com que a possibilidade de eleger mais nomes diminuísse; além disso, Lira não teria mais o principal argumento para convencer Alfredo a não ir para o Senado: uma chapa pronta.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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