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TRE retoma julgamento que pode alterar bancada alagoana na Câmara

Se for aceita a tese do Republicanos, Paulão pode perder o mandato para Nivaldo Albuquerque

06/11/2025 17h05 - Atualizado em 06/11/2025 17h05
TRE retoma julgamento que pode alterar bancada alagoana na Câmara

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE) marcou para a próxima segunda-feira (10) a retomada do julgamento de uma ação de recontagem de votos, que na prática pode representar uma nova configuração da bancada federal alagoana.

A ação, que foi proposta pelo partido Republicanos, pede a anulação dos votos obtidos nas eleições de 2022 pelo candidato a deputado federal João Catunda, do PP. Naquele ano ele teve 24.724 votos, tornando-se o segundo suplente do partido, que tem quatro deputados federais.

Como o caso corre em segredo de justiça, não é conhecido o motivo pelo qual o Republicanos pede a anulação dos votos de Catunda.

Porém a aceitação da tese pela corte eleitoral, caso ocorra, vai produzir um efeito prático: a saída do deputado federal Paulão (PT) e a entrada em sua vaga do ex-deputado Nivaldo Albuquerque.

Isto porque, caso os votos de Catunda sejam realmente anulados, haverá um novo total de votos válidos, o que impacta diretamente no cálculo do coeficiente eleitoral. Com esse novo número, quem atingiria o coeficiente para eleger um deputado seria o Republicanos, com a federação PT-PV-PCdoB elegendo apenas um representante - no caso, o deputado Luciano Amaral.

O julgamento da ação foi suspenso em setembro, após advogados de Paulão pedirem para participar do processo pelo fato do deputado, em que pese não ser denunciado, seja o principal prejudicado em caso de aceitação da denúncia. O TRE aceitou o argumento do parlamentar e suspendeu o julgamento.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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