Politicando
Renan diz que mudar relatório do IR vindo de Arthur Lira seria ‘devolver sequestrado ao cativeiro’
Relator aproveita clima de aprovação para alfinetar rival da Câmara
Embora tenha sido aprovado no Senado na noite desta quarta (5), o projeto de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até 5 mil mensais foi pauta para mais uma alfinetada de Renan Calheiros para Arthur Lira, relator do texto na Câmara.
Tendo aprovado o mesmo texto que veio da Câmara, Calheiros insistiu que foi obrigado a manter a igual redação pelo escasso tempo para que a medida possa valer ainda para 2026. E disse que devolver a proposta para a Câmara seria como “devolver um sequestrado ao cativeiro”.
“Se tentássemos sanear os problemas, o projeto voltaria à Câmara. Isso equivaleria a devolver a vítima de um sequestro ao cativeiro original, cujo novo resgate seria impagável e colocaria o sequestrado em risco de morte novamente. Por isso minha decisão, movida pelo interesse público e justiça social”, afirmou.
Calheiros sustenta que técnicos do Senado atestaram que o relatório vindo da Câmara tinha um déficit de 82 bilhões de reais em três anos. Após ter a versão negada pelo ministério da fazenda, Renan recuou e apresentou finalmente nesta quarta (5) relatório em que repetiu os mesmos números.
Aprovado na Câmara e no Senado, a medida segue agora para sanção do presidente Lula, que deve ser feita após o retorno dele da COP30, que acontece em Belém (PA) até o dia 21.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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