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Em jantar, Lira ‘orienta’ relator do PL antifacção junto à ex-deputado cassado

Deputado alagoano ainda é a principal liderança da Câmara dos Deputados

13/11/2025 17h05 - Atualizado em 13/11/2025 17h05
Em jantar, Lira ‘orienta’ relator do PL antifacção junto à ex-deputado cassado

Arthur Lira deu mais uma demonstração de que, apesar da caneta de presidente estar nas mãos de Hugo Motta (Rep-PB), é ele que sempre é consultado por quem passa pela relatoria de grandes projetos que tramitam na Câmara.

Desta vez, Lira foi flagrado por clientes em um restaurante de luxo em Brasília, jantando (e conversando) com o relator do projeto de lei antifacção, deputado paulista Guilherme Derrite (PP-SP).

Ao lado de ambos, estava nada menos do que o ex-presidente da Câmara, cassado e inelegível, Eduardo Cunha (RJ). Apesar de não possuir mandato, Cunha circula livremente pelos corredores do congresso, e ainda goza de muito respeito dos parlamentares.

Derrite, que se licenciou da secretaria de Segurança Pública de São Paulo para assumir a relatoria do projeto, essencial para a segurança no país, foi uma imposição de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, empurrada ‘goela abaixo’ do tímido presidente Motta.

Após um primeiro texto confuso, emparedado por líderes do governo e uma parte da sociedade, Derrite foi pedir a ‘bênção’ de Lira e Cunha, os dois melhores articuladores dos bastidores da câmara - mais relevantes até mesmo do que o dono da caneta, Hugo Motta.

O encontro, regado a vinho e frutos do mar, foi noticiado pelo jornalista Guilherme Amado, que tentou sem sucesso saber a pauta da conversa. Inimigos do embate, Lira e Cunha podem ter aconselhado Derrite a guardar as armas, e buscar um consenso com a maioria do congresso.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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