Politicando
Farra do INSS: Alfredo Gaspar mira coordenador do PT e pede quebra de sigilo
O pedido acontece após reportagem revelar que o petista recebeu valores de empresa investigada
O deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil), relator da CPMI do INSS — que apura descontos irregulares na folha de aposentados e pensionistas — pediu a quebra de sigilo de um coordenador setorial do PT.
O pedido de Gaspar acontece após uma reportagem revelar que Ricardo Bimbo, coordenador do Setorial Nacional de Tecnologia e Informação do PT, teria recebido valores de uma empresa investigada pela Polícia Federal no âmbito da farra do INSS.
O relator pede que o sigilo bancário e fiscal do petista, no período entre 1º de janeiro de 2019 e 11 de novembro de 2025, seja derrubado.
Além da quebra de sigilo, membros da CPMI pedem que Ricardo Bimbo seja convocado para prestar depoimento na comissão.
Segundo reportagem do Metrópoles, a empresa ADS Soluções e Marketing — investigada pela PF — transferiu R$120 mil para a conta pessoal e Bimbo e outros R$8,29 milhões para uma empresa de tecnologia da qual ele é sócio.
“A presente requisição fundamenta-se na necessidade de esclarecer a origem, o destino e a finalidade das movimentações financeiras atípicas, verificar a compatibilidade entre rendimentos declarados e patrimônio constituído, além de identificar eventuais vínculos entre tais atividades e o esquema de fraudes investigado”, afirma Alfredo Gaspar no requerimento.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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