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Após CPMI, Alfredo deve decidir entre reeleição como federal ou Senado em 2026

Deputado é um dos ‘fiéis da balança’ caso decida por candidatura a senador

25/11/2025 17h05 - Atualizado em 25/11/2025 17h05
Após CPMI, Alfredo deve decidir entre reeleição como federal ou Senado em 2026

Envolvido e compenetrado nos trabalhos da CPMI do INSS, onde interroga com mãos de ferro personagens envolvidos nas fraudes bilionárias dentro do órgão federal, Alfredo Gaspar analisa com discrição o cenário eleitoral, e como irá se posicionar em 2026.

O deputado sabe que seu nome é muito bem avaliado pelo alagoano para o Senado - mas tem cuidado ao pensar neste salto, e também avalia com carinho sua permanência na Câmara, ao menos por mais um mandato.

Se decidir candidatar-se a uma das duas vagas ao Senado, Gaspar sabe que terá que vencer algumas etapas antes da campanha, nos bastidores. A primeira, um partido político que bancasse sua intenção - e indiretamente, a influência de Arthur Lira sobre a sigla.

Sim, porque é Lira quem dá as cartas no União Brasil em Alagoas, e também vai disputar uma vaga ao Senado. Logo, é improvável que Arthur vá facilitar a candidatura de Alfredo, que se quiser ir à frente tem que se acomodar em um partido fora dos tentáculos do ex-presidente da Câmara.

O outro risco para Gaspar é a grande fragmentação de nomes dentro do seu campo político de direita, o que pode dividir os votos e transformar o resultado num enigma imprevisível. Além dele, Davi Davino, Arthur Lira e até mesmo Marina Cândia (ou o prefeito JHC) podem disputar o mesmo voto.

Diante disso, o deputado pode mesmo é disputar uma tranquila reeleição à Câmara - onde em 2022 bateu a casa dos 100 mil votos. Uma vez candidato, Alfredo pode sem muitos sustos superar este número, e ser reeleito para mais quatro anos.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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