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Nova regra de pagamento de emendas pode garantir obras prontas em AL antes das eleições

Pagamentos devem ocorrer obrigatoriamente até julho do ano eleitoral

04/12/2025 17h05 - Atualizado em 04/12/2025 18h06
Nova regra de pagamento de emendas pode garantir obras prontas em AL antes das eleições

Com a nova regra para pagamento de emendas impositivas individuais e de bancada, aprovada em sessão conjunta no Congresso Nacional nesta quinta (4), aumentam as chances de obras anunciadas com pompa pelos grupos políticos locais fiquem prontas ainda antes das eleições. 

Só para citar alguns exemplos, o Arco Metropolitano de Maceió, a ponte entre Penedo e Neópolis e a conclusão da Ciclovia do Trabalhador, em Arapiraca, são obras possíveis a partir de emendas parlamentares individuais, que agora tem prazo até julho de 2026 para serem pagas.

Isto significa que, durante o período eleitoral, essas obras poderão estar prontas ou em fase final de conclusão - alimentando a campanha dos seus financiadores, que devem buscar cargos nas eleições de 2026.

O Arco Metropolitano tem emendas dos senadores Renan Calheiros e Renan Filho; já a ponte também tem emendas de Renan Filho, enquanto a Ciclovia tem recursos empenhados por Arthur Lira (PP) e Daniel Barbosa (PP).

A nova regra de pagamento das emendas parlamentares, tanto individuais quanto de bancada, foi incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, a LDO, aprovada pelo Congresso Nacional. De acordo com o texto, 65% das emendas devem obrigatoriamente ser pagas até julho de 2026.

O prazo é colado ao período das convenções eleitorais, e anterior ao período legal de campanha - o que pode fazer com que obras importantes para as campanhas de Renan Filho, Arthur Lira e outros fiquem prontas a tempo de serem utilizadas pela população.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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