Politicando
Onde estavam os dois governistas de AL que não votaram na dosimetria de Bolsonaro
Governistas, deputados alagoanos resolveram não desobedecer orientação dos seus partidos
Dois alagoanos não registraram seus votos quando na madrugada desta quarta (10), Hugo Motta assegurou a vitória bolsonarista no projeto de lei que desidrata a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da tentativa de golpe de Estado, o PL da dosimetria.
Daniel Barbosa (PP) e Luciano Amaral (PSD) não aparecem na lista final dos votantes, nem a favor e nem contra a dosimetria. PP e PSD, partidos do centrão, votaram massivamente com a proposta. Os Progressistas deram 39 dos 50 votos da sua bancada; o PSD, 24 dos 50.
Barbosa foi um dos nove ausentes do PP, enquanto Amaral foi um dos 12 ausentes do PSD. A grande lista de deputados faltosos não se justifica apenas pelo horário em que o PL foi votado - já passando das duas da manhã.
Nos bastidores, o não-voto de Barbosa e Amaral, além de outros deputados do PP e do PSD, dizem respeito à divergência entre fidelidade à bancada governista e orientação partidária. Enquanto as lideranças desses partidos orientaram seus parlamentares a votar a favor do PL, o governo pediu exatamente o contrário.
Para não desapontar nem partido, nem governo, muitos resolveram ficar ‘em cima do muro’ - esta foi a postura também de Daniel Barbosa e Luciano Amaral.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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