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Arthur Lira chama de “esculhambação” gestão de Hugo Motta à frente da Câmara

Alagoano não gostou de ver o desafeto Glauber Braga ser salvo pela Casa

11/12/2025 17h05 - Atualizado em 11/12/2025 17h05
Arthur Lira chama de “esculhambação” gestão de Hugo Motta à frente da Câmara

A absolvição de Glauber Braga da pena capital de perda do mandato, decretada na última quarta (10) pela Câmara dos Deputados, desencadeou uma crise sem precedentes entre o presidente Hugo Motta (Rep-PB) e Arthur Lira.

Em um grupo de whatsapp, Lira chegou a chamar a gestão de Motta à frente da Casa de “esculhambação”. “Tem que reorganizar a Casa. Está uma esculhambação”, disse o alagoano.

Como não chegou a essa posição aleatoriamente, Lira sabia que um adjetivo tão forte quanto este certamente vazaria e chegaria à imprensa, o que dá às palavras do parlamentar uma conotação de recado direto ao seu pupilo.

Lira ficou furioso com a salvação de Glauber, um desafeto do qual o ex-presidente queria se ver livre. O deputado carioca é o mais contundente crítico do deputado alagoano, chegando a chamá-lo de ‘bandido’ durante uma sessão da Casa em 2023.

Nos bastidores, o que se fala é que Motta tinha um acerto com Lira de defenestrar Braga da Câmara, mas foi surpreendido pela manobra do Psol, que interpôs um recurso pela suspensão do mandato do deputado. 

Caso esse recurso caísse, o deputado seria mantido no mandato, o que fez boa parte do centrão optar pela suspensão ao invés da impunidade.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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