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‘Essa sentença é um escárnio’, diz pastor condenado por protestar contra Braskem

Além do líder religioso, a Justiça proibiu mais quatro pessoas de realizar manifestações contra a mineradora

13/01/2026 12h12 - Atualizado em 13/01/2026 12h12
‘Essa sentença é um escárnio’, diz pastor condenado por protestar contra Braskem

A Justiça alagoana, por meio do juiz José Afrânio dos Santos Oliveira, titular da 29ª Vara Cível da Capital, condenou lideranças políticas, religiosas e vítimas do afundamento do solo por uma manifestação contra a Braskem, em frente à sede da mineradora, em dezembro de 2021.

Dentre as lideranças políticas e religiosas, estão o pastor Wellington da Igreja Batista do Pinheiro; o deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT); o ex-vereador Francisco Sales; o empresário Alexandre Sampaio; o padre Walfran Fonseca; e o babalorixá Pai Célio Rodrigues.

Ao 7Segundos, o líder da Igreja Batista do Pinheiro disse que aguarda sua defesa recorrer da decisão e que acredita no Tribunal de Justiça de Alagoas.

“Estamos aguardando o prazo da Justiça para que nossos advogados possam recorrer ao Tribunal de Justiça dessa situação e, naturalmente, aguardar que o Tribunal revise essa sentença que é um verdadeiro escárnio”, disse.

Segundo a decisão em primeira instância, os condenados estão impedidos de participar de protestos contra a Braskem, nas proximidades da empresa, sob pena de multa automática no valor de R$10 mil para cada réu e multa periódica no valor de R$5 mil por dia em que persistir o descumprimento.

A Braskem alegou, na ação movida contra os manifestantes, que o protesto prejudicou, à época, o funcionamento da fábrica e atrapalhou o fluxo de funcionários durante a manifestação.

Sobre o blog

O objetivo do blog é analisar a conjuntura política na capital e no interior de Alagoas.

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