Politicando
‘Essa sentença é um escárnio’, diz pastor condenado por protestar contra Braskem
Além do líder religioso, a Justiça proibiu mais quatro pessoas de realizar manifestações contra a mineradora
A Justiça alagoana, por meio do juiz José Afrânio dos Santos Oliveira, titular da 29ª Vara Cível da Capital, condenou lideranças políticas, religiosas e vítimas do afundamento do solo por uma manifestação contra a Braskem, em frente à sede da mineradora, em dezembro de 2021.
Dentre as lideranças políticas e religiosas, estão o pastor Wellington da Igreja Batista do Pinheiro; o deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT); o ex-vereador Francisco Sales; o empresário Alexandre Sampaio; o padre Walfran Fonseca; e o babalorixá Pai Célio Rodrigues.
Ao 7Segundos, o líder da Igreja Batista do Pinheiro disse que aguarda sua defesa recorrer da decisão e que acredita no Tribunal de Justiça de Alagoas.
“Estamos aguardando o prazo da Justiça para que nossos advogados possam recorrer ao Tribunal de Justiça dessa situação e, naturalmente, aguardar que o Tribunal revise essa sentença que é um verdadeiro escárnio”, disse.
Segundo a decisão em primeira instância, os condenados estão impedidos de participar de protestos contra a Braskem, nas proximidades da empresa, sob pena de multa automática no valor de R$10 mil para cada réu e multa periódica no valor de R$5 mil por dia em que persistir o descumprimento.
A Braskem alegou, na ação movida contra os manifestantes, que o protesto prejudicou, à época, o funcionamento da fábrica e atrapalhou o fluxo de funcionários durante a manifestação.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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