Politicando
Vinda de Lula a AL ainda é incerta; presidente aguarda aceno de JHC
Chefe do executivo tem obras a entregar em AL, mas quer resolver também a parte política local
Anunciada com empolgação por parte da imprensa alagoana, a vinda do presidente Lula a Alagoas, inicialmente acertada para o dia 23, ainda não foi confirmada oficialmente pela assessoria presidencial.
Isto porque o desembarque do presidente em Alagoas depende não somente das entregas institucionais que o governo tem para fazer no estado, mas principalmente dos arranjos políticos articulados por Lula com caciques políticos locais, como JHC.
Nos bastidores, a informação é que, para subir no palanque com o prefeito de Maceió, Lula quer antes uma manifestação pública de apoio de JHC aos seus candidatos locais, e o compromisso de não prejudicar o seu palanque no estado.
O aceno é o cumprimento da parte de JHC no acordo de Brasília, que resultou na indicação da procuradora Marluce Caldas como ministra do STJ.
A vinda de José Dirceu a Alagoas, ex-ministro e interlocutor de Lula na semana passada, foi a primeira tentativa do presidente de extrair um posicionamento do prefeito sobre as eleições deste ano.
Lula, como se sabe, deve utilizar a visita para criar o clima de ‘união por Alagoas’, levando ao mesmo palanque, além de JHC, Renan Filho, Renan Calheiros, Paulo Dantas, JHC e até mesmo Arthur Lira.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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