Politicando
Divergência sobre valores do duodécimo travam aprovação do orçamento na Câmara de Maceió
Lacuna é de 6 milhões entre o pretendido pela Casa e o ofertado por JHC
Maceió entrou no ano de 2026 ainda sem a sua lei orçamentária anual (LOA) aprovada pela Câmara de Vereadores, o que deve acontecer até o final de janeiro. Sem orçamento, a capital pode ter dificuldades em honrar pagamentos a partir de fevereiro.
No entanto, o 7Segundos apurou que o atraso na votação da lei orçamentária se deve a uma divergência entre valores do duodécimo do legislativo, uma parte do orçamento anual do município que é repassada obrigatoriamente para a Câmara.
Em 2025, a Casa de Mário Guimarães teve direito a cerca de 120 milhões de reais em repasses do duodécimo. Nessa linha, de acordo com a previsão financeira para 2026, o valor repassado para a Casa deveria sofrer um aumento de cerca de 6 milhões de reais.
Entretanto, JHC propôs um incremento de apenas 2 milhões nestes valores, o que causou o impasse e a não votação do orçamento pela Casa. Presidente da Câmara, Chico Filho (PL) dialogou com o prefeito JHC sobre o tema, mas não houve acordo.
Com as festas de final de ano, as negociações foram retomadas na última semana, e a nomeação do vereador Marcelo Palmeira (PL) como relator da LOA é um primeiro indício de que um acordo está próximo - porém, ainda não aconteceu.
Vereadores e o prefeito já marcaram a votação para o próximo dia 29. O que indica que, até lá, executivo e legislativo devem obrigatoriamente chegar a um consenso.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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