Politicando
Barba, cabelo, bigode e sobrancelha; MDB quer eleger governador e os três senadores de AL
Cenário mais favorável ao partido pode torná-lo quase uma unanimidade no estado
Se tudo ocorrer como o planejado dentro do MDB alagoano, a ideia é essa: contar a partir de 2027 com todos os cargos executivos eleitos por Alagoas - governador e os três senadores.
Isto porque, nos últimos dias, cresce nos bastidores o nome do deputado estadual e ex-vice-governador do estado, José Wanderley, para o posto de senador 2 na chapa emedebista, ao lado de Renan Calheiros.
Renomado cardiologista e com bom trânsito político em todas as esferas, Wanderley não chega para ser um dos favoritos à função, mas está longe de ser um azarão ou um nome exótico, como outros que começam a surgir.
Se tudo der certo, em 2027 o partido teria o governador (Renan Filho); os dois senadores eleitos (Calheiros e Wanderley) e ainda o senador que já está no mandato, Fernando Farias.
É quase uma utopia, considerando que a direita vem forte para eleger ao menos um senador - mas planejar e sonhar, no caso dos Calheiros, não custa nada.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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