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Sem CPI, Renan Calheiros cria grupo especial para monitorar Banco Master

O colegiado deve convocar envolvidos e autoridades, solicitar informações e apresentar projetos de lei sobre o caso

16/01/2026 13h01 - Atualizado em 16/01/2026 13h01
Sem CPI, Renan Calheiros cria grupo especial para monitorar Banco Master

O senador Renan Calheiros (MDB), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), anunciou a criação de um grupo que vai acompanhar as investigações relacionadas às fraudes do Banco Master.

“Vamos acompanhar de perto as fraudes do Banco Master, uma das maiores da história. O Senado não se curva a abusos do sistema financeiro. Vamos fiscalizar, cobrar explicações e proteger a economia do país sem blindar quem quer que seja, esteja onde estiver”, disse o senador alagoano nas redes sociais.

A grupo especial será formada pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE); Damares Alves (Republicanos-DF); Eduardo Braga (MDB-AM); Esperidião Amim (PP-SC); Fernando Farias (MDB-AL); Leila Barros (PDT-DF); e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Os senadores devem apresentar requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades, requerimentos de informação e apresentação de projetos legislativos relacionados ao tema.

No entanto, diferente de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), o grupo não poderá pedir prisão de investigados ou quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico.

A criação do grupo acontece em meio a tentativa de congressistas aprovarem a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as denúncias contra o Banco Master.

Lideranças da oposição garantem que têm as assinaturas necessárias para criar o colegiado, mas o pedido de instalação da CPMI ainda será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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