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Reforma administrativa de JHC joga pressão sobre aliados de fora do PL

Gestor pretende montar chapa na sigla para deputados federais

16/01/2026 17h05 - Atualizado em 16/01/2026 18h06
Reforma administrativa de JHC joga pressão sobre aliados de fora do PL

A reorganização do secretariado municipal, pretendida por JHC até o carnaval, não tem como objetivo apenas fortalecer a gestão e direcionar sua ação política para as eleições deste ano.

O intuito do prefeito, segundo analistas, também é o de jogar ‘pressão’ em aliados que estão fora do PL, foram convidados por JHC para entrarem no partido, mas ainda não tomaram uma decisão clara sobre o futuro político.

Dessa forma, aliados que dizem estar com o prefeito mas não formarem com ele no PL nas eleições, podem perder seus espaços na administração municipal.

Segundo os bastidores, já houve convite formal para que dois deputados federais se filiem ao PL dentro do prazo legal: Fábio Costa e Marx Beltrão, ambos do PP. Os parlamentares tem espaços na gestão de JHC, mas demonstram relutância em deixar o PP.

O prefeito joga duro, pois pretende montar chapa de federais pela legenda bolsonarista, e eleger de dois a três federais - além de Marx e Costa, JHC quer incluir a mãe, Eudócia Caldas, ou a esposa, Marina Cândia, dentre os eleitos.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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