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Zé Dirceu e Alfredo pressionam candidatura de Arthur Lira ao Senado

Movimentos de líder petista e de deputado acionam alerta na campanha do deputado

16/01/2026 18h06
Zé Dirceu e Alfredo pressionam candidatura de Arthur Lira ao Senado

Duas movimentações políticas realizadas na última semana acenderam o sinal amarelo na candidatura de Arthur Lira (PP) ao Senado, caminho irreversível que já está sendo trilhado pelo experiente deputado.

A primeira foi a vinda a Alagoas de José Dirceu, amigo e interlocutor de Lula. Durante toda a passagem do petista pelo estado, não houve nenhum encontro dele com Lira, ao contrário do que ocorreu com JHC e com os Calheiros.

A movimentação de Dirceu, que teria vindo ao estado cobrar de JHC o compromisso firmado em Brasília de ajudar os candidatos de Lula em Alagoas, não incluiu Arthur Lira entre os preferidos do presidente, apenas Renan Calheiros e Renan Filho.

Já a segunda movimentação atinge diretamente o potencial eleitorado de Arthur, e se chama Alfredo Gaspar. Uma candidatura ao Senado do atual relator da CPMI do INSS tem a possibilidade de ‘sugar’ os eleitores de Lira que também sejam bolsonaristas, o que pode prejudicar sua performance nas urnas.

Em resumo: num cenário sem o apoio mesmo que velado de Lula, com Alfredo Gaspar como candidato ao mesmo cargo e com candidatos calheiristas com voto estabelecido, diminuem as chances do deputado obter êxito na disputa.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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