Politicando
Chapa do PP pode sofrer abalo com debandada de nomes para outras siglas
Legenda pode ter dificuldades de eleger mesma quantidade de deputados de 2022
Mesmo tendo na atual legislatura a maior bancada de federais de Alagoas, o PP pode sofrer com as articulações de chapas para as eleições de 2026. Fortemente assediada, a sigla pode perder até dois de seus quatro parlamentares.
Isto ocorre principalmente porque os deputados Fábio Costa e Marx Beltrão sofrem pressão do prefeito JHC (PL), para que deixem a sigla progressista e ingressem na legenda à qual preside, com vistas à reeleição de ambos à Câmara.
A filiação de Marx e Costa ao PL ajuda JHC, que pretende emplacar a mãe, Eudócia Caldas, ou a esposa, Marina Cândia, como uma das eleitas no chapão que está montando na sigla. Sem a presença de deputados de mandato, a situação delas fica um pouco mais difícil.
Se deixarem mesmo o PP, dificilmente a legenda conseguirá repetir a performance eleitoral de 2022, quando elegeu quatro federais e teve o parlamentar mais votado do ano, Arthur Lira - batendo a casa dos 219 mil votos.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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