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Chapa do PP pode sofrer abalo com debandada de nomes para outras siglas

Legenda pode ter dificuldades de eleger mesma quantidade de deputados de 2022

22/01/2026 17h05 - Atualizado em 22/01/2026 17h05
Chapa do PP pode sofrer abalo com debandada de nomes para outras siglas

Mesmo tendo na atual legislatura a maior bancada de federais de Alagoas, o PP pode sofrer com as articulações de chapas para as eleições de 2026. Fortemente assediada, a sigla pode perder até dois de seus quatro parlamentares.

Isto ocorre principalmente porque os deputados Fábio Costa e Marx Beltrão sofrem pressão do prefeito JHC (PL), para que deixem a sigla progressista e ingressem na legenda à qual preside, com vistas à reeleição de ambos à Câmara.

A filiação de Marx e Costa ao PL ajuda JHC, que pretende emplacar a mãe, Eudócia Caldas, ou a esposa, Marina Cândia, como uma das eleitas no chapão que está montando na sigla. Sem a presença de deputados de mandato, a situação delas fica um pouco mais difícil.

Se deixarem mesmo o PP, dificilmente a legenda conseguirá repetir a performance eleitoral de 2022, quando elegeu quatro federais e teve o parlamentar mais votado do ano, Arthur Lira - batendo a casa dos 219 mil votos.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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