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Sem Cunha e sem Marina, cresce expectativa para que JHC cumpra suposto ‘acordo de Brasília’

Prefeito pode escolher ficar na prefeitura ou disputar Senado

23/01/2026 17h05 - Atualizado em 23/01/2026 17h05
Sem Cunha e sem Marina, cresce expectativa para que JHC cumpra suposto ‘acordo de Brasília’

Ele é negado veementemente por uns e confirmado por outros, mas o fato é que nesta sexta-feira (23), o prefeito JHC (PL) deu fortes indícios de que o ‘acordo de Brasília’ com o presidente pela indicação de Marluce Caldas ao STJ pode realmente ter acontecido.

O principal indicativo de que o prefeito maceioense realmente pensa em alinhar-se ao grupo de Lula em Alagoas foi o tom ameno e os constantes acenos políticos a Lula, feitos por JHC. “É um pacto por Alagoas”, chegou a declarar ao final do seu discurso.

Outro forte indício de que um acordo pode acontecer foi a ausência de dois importantes personagens que teriam impacto, caso o alinhamento esteja para acontecer: o vice Rodrigo Cunha e a primeira-dama, Marina Cândia.

Isto porque, se o acordo ocorrer, JHC teria dois caminhos a cumprir: manter-se na prefeitura - o que afeta diretamente Rodrigo Cunha, que deixou o senado em 2024 para ser prefeito de Maceió com a renúncia do prefeito para disputar as eleições;

Ou lançar-se a um cargo que não atrapalhasse as candidaturas lulistas - no caso, o Senado. Daí a ausência da principal pré-candidata ao cargo do seu grupo, Marina Cândia.

Por mais que se discorde da existência de qualquer acordo, é visível a mudança de postura de JHC em relação a Lula - presidente que ele não apoiou em 2022, e ao qual não fez qualquer menção nas vezes em que esteve no estado, inclusive com ele no mesmo palanque.

Onde há fumaça, possivelmente, há fogo.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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