Politicando
Com ida de Alfredo Gaspar ao Senado, quem ‘herda’ seus votos para deputado federal
Mudança de cargo do deputado deixa uma lacuna em perfil de eleitorado específico
Se em 2022 Alfredo Gaspar já teve uma expressiva votação em sua primeira eleição para deputado federal, a perspectiva em 2026 era de que fosse o deputado mais votado de Alagoas.
Entretanto, há um clamor para que Gaspar ‘suba’ de candidatura - no caso, seja candidato ao Senado. Uma possibilidade já trabalhada por ele nos bastidores, e que já começa a incomodar possíveis adversários.
A pergunta é: e se Gaspar for mesmo candidato ao Senado, quem herda os votos que seriam seus para a Câmara dos Deputados?
O deputado tem um perfil muito específico, que se encaixa em boa parte do eleitorado alagoano: conservador, bolsonarista, experiência na área de segurança pública - aquele voto preferido da família conservadora.
Nos bastidores, o único parlamentar que vai disputar o mandato de federal e tem características parecidas é o delegado Fábio Costa.
Se o projeto do Senado for à frente, é Costa que tem a possibilidade de vitaminar sua performance nas urnas, garantindo mais quatro anos em Brasília e podendo até mesmo sair como um dos mais votados do estado.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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