Politicando
No sertão, Renan Calheiros manda recado claro para prefeitos: é ele ou Arthur Lira
Senador diz que Lira não terá “a satisfação” de subir no mesmo palanque que ele
Em incursão pelo sertão alagoano, Renan Calheiros emitiu nesta sexta (30) um sinal claro de que não vai aceitar prefeitos sertanejos com o “pé em duas canoas”, especialmente quando a outra canoa responde pelo nome de Arthur Lira.
“Com o Arthur Lira eu não vou fazer aliança nem no sertão nem em canto nenhum do estado de Alagoas. Ele pertence a um outro grupo político e eu só faço aliança com quem defende Alagoas. Por isso ele não vai ter a satisfação de subir no mesmo palanque que eu”, disse sem rodeios.
Além da continuidade do clima beligerante com Arthur Lira, para os bons entendedores o recado de Calheiros teve um destinatário claro: prefeitos sertanejos que piscaram o olho para Lira mesmo sendo aliados de longa data do senador emedebista.
O principal deles é o líder sertanejo Lula Cabeleira, que recebeu recentemente Lira em Delmiro Gouveia, e já é beneficiário das obras da Codevasf em seu município.
Se foi da boca pra fora, não é possivel sabe neste momento, mas talvez Calheiros tenha expressado pela boca o que o coração sente. Se os prefeitos sentiram a mensagem, é outra história.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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