Politicando
Disputa interna marca sucessão de Renan Filho no ministério dos transportes
George Santoro e Adrualdo Catão são cotados para assumir a pasta após saída do titular
Apalavrado com Lula para deixar o Ministério dos Transportes até abril, Renan Filho deve indicar o seu sucessor para Lula, mantendo o comando sobre a pasta mesmo durante os últimos meses do mandato do presidente.
No entanto, nos bastidores, interlocutores apontam que há uma disputa pela cadeira de ministro entre pelo menos dois aliados mais próximos de Renan, ambos levados por ele para cargos centrais no ministério.
Um deles é considerado o favorito para assumir a pasta - o atual secretário executivo do ministério, George Santoro. Economista renomado no setor público, Santoro acompanha Renan desde os tempos de governo de Alagoas, e tem a confiança do ministro.
No entanto, o nome do atual secretário nacional de trânsito, Adrualdo Catão, ainda é considerado uma aposta válida. Catão ganhou relevância com Renan pelo trabalho desenvolvido na função, mas principalmente por tocar o projeto da nova CNH, uma das principais marcas que o ex-governador quer deixar no ministério.
Renan Filho já oficializou que deixa o cargo até o dia 6 de abril, com intuito de retornar ao governo de Alagoas após as eleições de outubro. Filho é hoje um dos principais ministros de Lula, o que o fez ganhar o privilégio de indicar, junto ao presidente, o seu sucessor no ministério até o fim do ano.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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