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Rui Palmeira é representado pela Receita Federal por indícios de calote no antigo IPrev

Rombo chega a mais de R$ 8 milhões em valores sonegados durante o ano de 2020

05/02/2026 09h09
Rui Palmeira é representado pela Receita Federal por indícios de calote no antigo IPrev

O ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira, foi representado pela Receita Federal por indícios de calote no antigo Instituto da Previdência (IPrev), atual Maceió Previdência. As contas auditadas se referem ao período de janeiro a dezembro de 2020 - época em que o atual vereador era chefe do Executivo Municipal. O rombo avaliado chega a mais de R$ 8 milhões.

O trabalho de fiscalização, realizado em 2024, foi acompanhado por fortes elementos de prova. Na auditoria, a Receita comparou valores obtidos em três fontes oficiais: folha de pagamento, demonstrativos de despesas e a GFIP, que é a Guia de Recolhimento do FGTS e de informações à Previdência Social. Neles, foi constatada omissão de pagamentos realizados a contribuintes, o que configurou, segundo a Receita, sonegação.

Com o resultado da autoria das contas, a Receita Federal formalizou administrativamente uma representação fiscal contra Rui Palmeira. No documento, o órgão fiscalizador explicou que houve, ainda, omissões de benefícios concedidos por ‘impossibilidade de trabalho’ a colaboradores que se expunham a riscos ambientais durante o exercício das funções. Neste caso, a Receita mostrou que a Prefeitura declarou valores menores aos que realmente foram pagos.

Tais omissões e informações incorretas apuradas pelo Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal, ferem o Art. 337-A do Código Penal. E, de acordo com órgão, a sonegação constatada dificilmente seria praticada sem a chancela do chefe do Executivo Municipal.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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