Politicando
Chapa do PL não terá deputados federais de mandato
Ideia é uma chapa apenas com nomes de fora da Câmara, que pode eleger até dois integrantes
É uma informação que muda todo o cenário de construção da chapa do PL para deputados federais nas eleições deste ano. Confirmada por fontes internas, a principal linha de trabalho da sigla atualmente é a de uma chapa sem deputados de mandato.
E mesmo sem os grandes puxadores de voto, interlocutores afirmam que o objetivo do grupo - e do prefeito JHC - é entregar até dois deputados federais à sigla ao final das eleições.
“É o contrário do que estão dizendo, se entrarem federais de mandato, isso pode até mesmo fazer com que vários candidatos saiam da chapa”, diz o mesmo interlocutor, um dos que podem ser candidatos pelo partido.
E quem seriam os nomes capazes de dar uma grande votação à chapa? Como ‘ponta de lança’, obviamente, o nome seria o da primeira-dama Marina Cândia, que pode facilmente romper a casa dos 100 mil votos.
Gustavo Lima, empresário que obteve quase 40 mil votos em 2022, é outro que está fechado com o PL, e pode superar a casa dos 50 mil nas urnas neste ano. Além dele, vereadores da capital também estão sendo escalados para a missão.
Se a estratégia funcionar, o partido bate com facilidade o coeficiente eleitoral para eleger um nome, e dependendo da performance dos demais candidatos pode até eleger o segundo deputado federal, pelas sobras.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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