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Em meio a crise interna, PT tenta montar chapa para manter Paulão em Brasília

Deputado teria insuflado militância a culpar Ronaldo Medeiros pela ausência de um grupo político

09/02/2026 17h05 - Atualizado em 09/02/2026 17h05
Em meio a crise interna, PT tenta montar chapa para manter Paulão em Brasília

Vivendo uma forte crise interna entre suas duas maiores lideranças - o presidente da sigla, Ronaldo Medeiros e o deputado federal Paulão - o PT em Alagoas tenta estruturar uma chapa que possa manter o partido com uma vaga na Câmara Federal.

O principal motivo da crise é justamente esse: os dois dirigentes pensam diferente sobre a demora em montar uma chapa para federal, quando vários dos nomes que poderiam ajudar Paulão já se encontram comprometidos com outras legendas.

Um sindicalista ligado a Paulão jogou a sujeira no ventilador na semana passada - atribuindo diretamente a Ronaldo Medeiros a responsabilidade sobre a atitude do partido em não montar chapa, e arriscar perder a vaga de federal que lhe pertence.

Nos bastidores Medeiros não deixou barato, afirmando a interlocutores que vai responder às provocações do militante petista no devido tempo. Em paralelo, o deputado corre contra o tempo para garantir ao menos que Paulão tenha um grupo para concorrer em outubro.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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