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Renan diz a ministros do STF que centrão ‘chantageou’ ministro do TCU no caso Master

Jhonatan de Jesus tornou sigilosos os documentos relativos ao Banco

12/02/2026 17h05 - Atualizado em 12/02/2026 18h06
Renan diz a ministros do STF que centrão ‘chantageou’ ministro do TCU no caso Master

Enquanto as CPMIs e CPIs do Banco Master não saem do papel, é Renan Calheiros que vem ganhando protagonismo político em cima do tema. O alagoano, que é presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, reuniu-se nesta quarta (11) com o presidente do STF, ministro Edson Fachin.

O interesse do grupo de acompanhamento, criado por Calheiros para auxiliar as investigações sobre o escândalo do Banco Master, é ter acesso a documentos mantidos sob sigilo pelo relator do caso na corte, ministro Dias Toffoli.

Impedido pelo Tribunal de Contas da União de acessar outros arquivos do caso, Renan foi efusivo. “Um ministro do TCU tenta esconder com sigilos ilegais as chantagens que recebeu de Hugo Motta e Arthur Lira para liquidar a liquidação do Master. O clima entre ele e os pares no TCU é constrangedor. Tratamos disso nas visitas que fizemos ao STF e à PF. A fraude do Master é impossível sem cobertura política”, disse.

O ministro ao qual se refere Calheiros é Jhonatan Jesus, relator do caso no TCU. Ele foi indicado ao cargo em março de 2023, pelo então presidente da Câmara Arthur Lira. Jesus é médico de formação e era deputado federal pelo Republicanos - mesmo partido do atual presidente, Hugo Motta.

Nesta quinta, o ministro tornou sigilosos até mesmo de colegas da corte todos os papéis relativos ao Master, até mesmo para o Banco Central - o que irritou Renan Calheiros, que denunciou o caso a Fachin.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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