Politicando
Um cargo para Jó Pereira nas eleições de outubro
Fora do núcleo político do seu grupo desde 2022, a ex-deputada faz falta
Claro que não é uma função à altura do que ainda é a personagem política Jó Pereira, mas diante do cenário atual e da conjuntura política, seria justíssimo que a ex-deputada fosse encaixada na suplência de algum candidato ao Senado.
Jó está longe da disputa eleitoral desde 2022, quando perdeu as eleições para vice-governadora na chapa de Rodrigo Cunha. Até então, era uma deputada de destaque na Assembleia Legislativa - daquelas que fazem falta até os dias atuais.
Ficou de fora das eleições municipais de 2024 - erroneamente, dizem alguns - e após o agravamento da condição de saúde do líder político de seu grupo, Joãozinho Pereira, ativou com sucesso a função irmã, sendo uma das pessoas mais próximas na recuperação do ex-prefeito.
Neste momento, sabidamente afastada da política, uma suplência que poderia encaixar na candidatura ao Senado do primo, Arthur Lira, seria mais que um ‘prêmio de consolação’ - mas o reconhecimento pelo trabalho que fez quando na ALE.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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