Politicando
Ex-vice, Marcelo Palmeira teria votado contra a rejeição das contas de Rui
Vereador foi um dos 10 votos contrários ao parecer da própria câmara pela rejeição das contas do então prefeito
A votação, que em tese rejeitou as contas do ex-prefeito Rui Palmeira, ocorreu em 29 de janeiro. Foram 13 votos pela rejeição das contas, e 10 a favor. Em votação secreta, ninguém ficou sabendo quais foram os 10 vereadores que salvaram Rui.
Porém, ao menos um nome apareceu nos bastidores como voto favorável ao ex-prefeito - justamente do homem que foi seu vice durante os oito anos de mandato, Marcelo Palmeira (PL).
A informação foi dada pelo jornalista Ricardo Mota.
É de conhecimento de toda a Casa de Mário Guimarães que Marcelo não guarda lembranças positivas de JHC - que articulou pelo nome de Chico Filho à presidência da Casa e dizimou sua candidatura, entre o final de 2024 e início de 2025.
No entanto, segundo interlocutores, o sentimento que moveu Marcelo foi o da boa convivência com Rui, e não o de vingança contra JHC. Discreto e sem alarde, o voto entretanto serviu de alerta ao prefeito: nem toda sua bancada, a depender do assunto, vai entregar o que ele deseja.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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