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CNJ intima TJAL a explicar transferência bilionária de depósitos judiciais para o BRB

20/02/2026 11h11 - Atualizado em 20/02/2026 11h11
CNJ intima TJAL a explicar transferência bilionária de depósitos judiciais para o BRB

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) preste esclarecimentos sobre a migração de depósitos judiciais para o Banco de Brasília (BRB).

A decisão, assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, busca entender os critérios técnicos e jurídicos que fundamentaram a escolha da instituição financeira. O TJ-AL é uma das cinco cortes estaduais que, somadas, movimentaram cerca de R$ 30 bilhões para o banco.

O CNJ questiona as razões para a saída de bancos oficiais (como Banco do Brasil e Caixa) para o BRB. A medida visa assegurar a rentabilidade e a segurança dos recursos, que pertencem a partes envolvidas em processos judiciais.

A intimação ocorre em meio a investigações da Polícia Federal sobre a solidez e governança do BRB, após aportes do banco em instituições sob suspeita de fraude.

Além de Alagoas, os tribunais da Bahia, Maranhão, Paraíba e o do Distrito Federal também estão sob monitoramento do órgão fiscalizador devido a contratos semelhantes. O objetivo do CNJ é garantir que as parcerias não ofereçam riscos ao sistema de garantias judiciais dos estados.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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