Politicando
Ida de Nivaldo Albuquerque ao PP teve ameaça de ‘racha’ por causa de prefeito
Marlan Ferreira, de Limoeiro de Anadia, é rival histórico de AA e Nivaldo
Não será tão fácil a escolha de Nivaldo Albuquerque em relação à sigla em que irá disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. Isolado no Republicanos, partido que ficou sem chapa para viabilizar sua eleição, o ex-deputado tem duas escolhas possíveis: o PL ou o PP de Arthur Lira.
E é justamente esta segunda opção que gerou um clima de ‘racha’ na legenda progressista, fazendo com o que Arthur Lira, o cacique do partido, estude com mais profundidade o tema, e avalie o custo-benefício de contar com Nivaldo na chapa.
Isto porque o prefeito de Limoeiro de Anadia, Marlan Ferreira, ameaçou deixar a sigla e levar todo o seu grupo político - além de romper com Lira, caso Nivaldo e seu pai, o deputado Antônio Albuquerque, ingressem na sigla.
AA, como se sabe, é rival político local histórico de Marlan em Limoeiro. Em 2016, o deputado indicou seu outro filho, Arthur Albuquerque, para disputar a prefeitura contra o então sucessor de Marlan, Marcelo Rodrigues. Arthur foi derrotado.
Outro fator complicador para Nivaldo no PP é o eleitoral. Com quatro deputados de mandato, todos com possibilidade de crescer sua votação em relação a 2022, é grande a chance do ex-deputado também ter que melhorar seu desempenho eleitoral para poder ‘desbancar’ um dos quatro parlamentares.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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