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Risco de ruptura da federação União Brasil e PP acende alerta para chapas em AL

União Brasil pode ter que disputar sozinho eleições para estadual e federal

11/03/2026 18h06 - Atualizado em 11/03/2026 18h06
Risco de ruptura da federação União Brasil e PP acende alerta para chapas em AL

Um pequeno detalhe em uma declaração dada por Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, chamou a atenção para um detalhe quase despercebido que impacta as eleições em Alagoas. Coelho disse que seu partido, o União Brasil, “ainda não homologou a federação com o PP” em nível nacional.

Esta é uma informação importante, porque o prazo final para a homologação de federações para que elas tenham validade para as eleições deste ano é 3 de abril - ou seja, em cerca de três semanas.

As informações de Brasília dão conta de que o clima entre as duas legendas é tenso, principalmente porque um lado não quer entregar ao outro aquilo que é o ouro das eleições: o controle do milionário fundo eleitoral é cobiçado tanto pelo União Brasil quanto pelo PP.

E em Alagoas, quais as implicações em caso de ruptura entre as duas legendas? O impacto ocorre principalmente na chapa de deputados estaduais do PP.

Atualmente, as duas siglas tem sete deputados na Casa de Tavares Bastos: Fernando Pereira, Rose Davino, Chico Tenório e Gabi Gonçalves pelo PP; e Leonam Pinheiro, Lelo Maia e Mesaque Padilha pelo União Brasil.

Desses, Rose Davino e Chico Tenório negociam com a chapa de estaduais do PL, assim como Leonam Pinheiro. Juntos, no entanto, os dois partidos ainda podem eleger uma boa bancada de deputados estaduais. Separados, porém, o risco de ficar sem vagas é grande sobretudo no União Brasil.

A sigla, sem Leonam Pinheiro e a necessidade de 30 candidatos para montar uma chapa própria, pode sofrer com a debandada de seus deputados para outras legendas, e perder toda sua representação na ALE.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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