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Vetado no grupo de Dantas e MV, Renato Filho pode voltar às urnas somente em 2028

Ex-prefeito não se acertou até agora com nenhum grupo político que disputará as eleições

11/03/2026 18h06 - Atualizado em 11/03/2026 18h06
Vetado no grupo de Dantas e MV, Renato Filho pode voltar às urnas somente em 2028

De nome viável e com grande potencial eleitoral em 2024, quando deixou o mandato de prefeito de Pilar, Renato Filho convive agora com as incertezas eleitorais, e pode até mesmo ficar de fora das urnas em outubro, voltando somente em 2028 - ano de eleições municipais.

É fato que declarações infelizes dinamitaram a relação entre ele e a dupla Paulo Dantas/ Marcelo Victor. No PSD, sigla controlada por eles, o nome de Renato sequer chegou a ser cogitado como um dos candidatos a federal.

No MDB, controlado por Renan Calheiros e Renan Filho, Renato chegou a abrir conversas, mas a alta pedida em termos de estrutura de campanha para entrar no grupo acabou por esfriar as articulações.

Renatinho ainda nutre um ‘plano B’ - que seria a disputa pelo grupo de JHC, com quem também tem boas relações e poderia integrar a chapa de deputados federais do PL. Entretanto, as incertezas por conta da situação do prefeito da capital com a sigla também tornam a presença de Renatinho uma incógnita.

Enfim, pode ser que ele volte a figurar nas urnas somente em 2028, quando pode substituir a reprovada Fátima Rezende e voltar a disputar a prefeitura de Pilar - para não correr o risco de perdê-la para a oposição.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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