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Alagoano candidato à presidência diz que STF e Ministério Público são “obstáculos ao desenvolvimento do país”

Aldo Rebelo concedeu entrevista nesta quinta (5) ao programa Pânico

12/03/2026 19h07
Alagoano candidato à presidência diz que STF e Ministério Público são “obstáculos ao desenvolvimento do país”

Alagoano de Viçosa, Aldo Rebelo continua divulgando sua candidatura à presidência da República e suas propostas pelo país - desta vez no programa Pânico, da TV Jovem Pan. Rebelo afirmou, na entrevista, que instituições como o STF e o MP criam “obstáculos ao desenvolvimento do país”.

“Meu primeiro ato [em 1º de Janeiro] será um emendão. Um conjunto de emendas à constituição que remova os obstáculos do país ao crescimento, a começar, com todo respeito, ao STF”, disse.

“Não pode ser um poder acima dos outros, não pode ter uma decisão monocrática que um ministro de São Paulo que nem sabe onde fica a ferrogrão, há seis anos imobilizou, a pedido de uma ONG e de um partido inexpressivo. A China tem três ramais ligando a China à Europa, mais de 12 milhões de quilômetros, nós não temos uma ferrovia que ligue as duas maiores cidades do país”, completou.

Aldo também disse que pretende avançar sobre as prerrogativas do MP. “Tem que tirar do Ministério Público o poder de parar o país. O MP vai ter todos os poderes, inclusive os excepcionais, para combater a corrupção e o crime organizado, para parar o país, acabou. Um promotor faz concurso para o Ministério Público e acha que é para ser militante do Greenpeace”, afirmou.

Rebelo também disse que, entre as propostas do seu ‘emendão’, estará a simplificação dos licenciamentos ambientais no país. “Concentrar numa autoridade única o licenciamento ambiental. No Brasil, é uma corrida de obstáculos que nunca é vencida. Você não sabe se um licenciamento vai sair em cinco ou em 50 anos. Quem vai pôr dinheiro numa situação dessas? Não pode, é uma autoridade única que vai licenciar e com prazo, 24 meses ou decurso de prazo”, disse.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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