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Apenas três (ou dois) de 102 prefeitos alagoanos renunciam para disputar eleições em outubro

Mesmo reeleitos, muitos gestores evitam envolvimento direto na disputa pelo voto

26/03/2026 18h06
Apenas três (ou dois) de 102 prefeitos alagoanos renunciam para disputar eleições em outubro

Podem ser apenas dois os prefeitos que renunciem até o sábado de aleluia (02) para poder candidatar-se nas eleições de outubro. Até o momento, apenas Tenorinho Malta (Inhapi) e Ceci Hermann (Atalaia) se manifestaram claramente como candidatos.

Ceci já avisou que renuncia para a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa, mesmo cargo pretendido por Tenorinho - que tenta retomar o protagonismo político da família Malta no sertão alagoano.

Em Maceió, persiste a dúvida sobre a renúncia de JHC à prefeitura para candidatar-se ao governo ou Senado. Em caso positivo, serão três num universo de 102 municípios alagoanos que deixam os mandatos para concorrer.

Nos caso dos três, há uma peculiaridade em comum: todos já venceram suas reeleições, e não poderiam mais se candidatar nos próximos pleitos municipais, em 2028. A favor deles também conta a alta popularidade medida em seus mandatos - que dá esperança de grande votação em seus redutos eleitorais.

De toda forma, é baixo o índice de prefeitos que deixam seu segundo mandato pela metade para alçar vôos maiores - embora isso não signifique que quase todos eles estejam envolvidos diretamente na eleição.

Mesmo sem estar na linha de frente, gestores tem parentes e aliados em geral disputando o voto do eleitor.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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