Politicando
Apenas três (ou dois) de 102 prefeitos alagoanos renunciam para disputar eleições em outubro
Mesmo reeleitos, muitos gestores evitam envolvimento direto na disputa pelo voto
Podem ser apenas dois os prefeitos que renunciem até o sábado de aleluia (02) para poder candidatar-se nas eleições de outubro. Até o momento, apenas Tenorinho Malta (Inhapi) e Ceci Hermann (Atalaia) se manifestaram claramente como candidatos.
Ceci já avisou que renuncia para a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa, mesmo cargo pretendido por Tenorinho - que tenta retomar o protagonismo político da família Malta no sertão alagoano.
Em Maceió, persiste a dúvida sobre a renúncia de JHC à prefeitura para candidatar-se ao governo ou Senado. Em caso positivo, serão três num universo de 102 municípios alagoanos que deixam os mandatos para concorrer.
Nos caso dos três, há uma peculiaridade em comum: todos já venceram suas reeleições, e não poderiam mais se candidatar nos próximos pleitos municipais, em 2028. A favor deles também conta a alta popularidade medida em seus mandatos - que dá esperança de grande votação em seus redutos eleitorais.
De toda forma, é baixo o índice de prefeitos que deixam seu segundo mandato pela metade para alçar vôos maiores - embora isso não signifique que quase todos eles estejam envolvidos diretamente na eleição.
Mesmo sem estar na linha de frente, gestores tem parentes e aliados em geral disputando o voto do eleitor.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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