Politicando
Crise na federação: Série de erros na condução podem dinamitar chapa do PT na ALE
Entrada de nomes de fora e saída de personagens centrais pode fazer chapa ‘flopar’ nas eleições
Desde que foi montada como sendo o ‘eldorado’ dos candidatos, decisões errôneas tomadas pelos dirigentes da federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, tornaram o futuro da chapa de deputados estaduais da sigla uma grande interrogação.
Justiça seja feita, o primeiro ato não foi uma ação direta de quem coordena a chapa - mas sim do governador Paulo Dantas, que mesmo sem querer prejudicar o grupo, puxou Davi Maia para a chapa de federais do PSD. O ex-deputado estava prometido ao PV para a disputa pela ALE.
Mesmo após a saída de Maia, porém, a eleição na federação ainda prometia boas perspectivas. No entanto, de tanto martelar, Marcos Barbosa conseguiu aproximar-se do PT, e vê sua filiação cada vez mais próxima ao partido de Lula - o que abriu uma crise com setores internos da legenda.
Militantes petistas, especialmente os mais à esquerda, sentem-se ‘usados’ pela candidatura de Barbosa, uma vez que os chamados ‘rabos de chapa’ vão compor uma votação que, no final das contas, vai eleger os mais bem posicionados.
A entrada de Marcos Barbosa ainda pode ter mais um efeito colateral - que neste caso pode inviabilizar gravemente a chapa: a saída de Sílvio Camelo e Leo Loureiro do grupo, que já abriram negociação com o PDT de Ronaldo Lessa.
Sem os votos de Camelo e Loureiro, além dos de Maia que já foi, é possível que as esperanças da federação sejam recalculadas e o grupo eleja somente um ou dois deputados - que neste caso, seriam Ronaldo Medeiros e Marcos Barbosa.
Sem Maia e Camelo, dois dos principais articuladores do grupo, a chapa pode ser dinamitada antes mesmo de sair do papel.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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